quinta-feira, 27 de abril de 2017

o corpo que me abriga

--------------------- difícil ficar calado 
assim que acordo, abro os olhos e digo 
( porque não estou sentindo ) que a maior da alegrias é estar vivo, e essa agustia, insisto, herdei dos metais derretidos, dos que foram esquecidos, dos adeuses, 
das mãos que não vejo mais. na real, não possuo a resposta, e assim sigo renascendo, não aplaudo outra direção, outra quentura, longe de qualquer lamento exibo com orgulho as cicatrizes que estampam os corpos que me abrigam, as luzes que circundam as coisas, o sono que não me trouxe pesadelos essa noite
( edu planchêz )

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